segunda-feira, 23 de abril de 2012

Em Palmital, caverna está sendo redescoberta pela ciência

Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo / Vale do Rio Cantu visto da Caverna de Palmital: espaço fechado para visitas e expectativas científicas aguçadas Vale do Rio Cantu visto da Caverna de Palmital: espaço fechado para visitas e expectativas científicas aguçadas

A caverna esquecida do Vale do Rio Cantu


Depois de seis décadas de “anonimato”, gruta na região de Palmital, no Centro do Paraná, atrai pesquisadores e se torna campo de estudos sobre a formação geológica do estado
No pico de um morro, bem no “coração” do Paraná. A primeira caverna de origem vulcânica em terras brasileiras de que se tem notícia fica no Vale do Rio Cantu, a 20 quilômetros de Palmital, no Centro do estado. A cavidade encontrada por acaso, há 67 anos, está sendo “redescoberta” pela ciência. O local apresenta indícios da passagem de lava resfriada. A novidade atraiu uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), de Guarapuava; e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de Florianópolis. Há pouco mais de um mês, nove pessoas estudam a caverna.
Um desses pesquisadores é o estudante de Geografia da Unicentro, Geovane Ricardo Calixto, 20 anos. Foi ele quem percebeu que a caverna poderia ser de origem vulcânica. Calixto teve acesso a fotos do local pela internet, divulgadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Palmital. “Estima-se que a caverna tenha se formado há 120-130 milhões de anos, no mesmo derrame de lava que formou a Serra Geral, que atravessa toda a Região Sul”, explica.
O acadêmico, que já fazia parte de um grupo de estudos sobre cavidades naturais da Unicentro, orientado pela professora Gisele Pietrobelli, comunicou o fato aos demais pesquisadores. Numa visita ao local, em 20 de fevereiro deste ano, o núcleo constatou que se tratava de um “tubo de lava”. Um desmoronamento acabou formando um paredão, que tem, bem no meio, a abertura que leva à caverna.
Há uma câmara, na entrada da caverna, que vai se estreitando até virar uma ramificação de tubos bem menores, como se fossem os dedos da mão. Ao que tudo indica, a lava escorreu da parte maior para a parte menor. O local tem, também, “bancadas” laterais que marcam, na parede, a altura atingida pelo “rio de lava”. “Como a parte mais externa desse rio se solidifica, acabam se formando camadas que, soprepostas, parecem bancadas”, explica o vulcanólogo da UFSC Breno Leitão Waichel, que faz parte do grupo que estuda a caverna.
Área restrita
A visitação está proibida, devido aos riscos que o local oferece. O grupo que estuda a área também está providenciando laudos para verificar a possibilidade de desenvolver alguma atividade de turismo na área. O doutorando em Processos Geológicos e Geomorfológicos da UFSC, Wellington Barbosa, integrado à equipe, afirma que isso não será possível enquanto não forem feitos todos os estudos necessários. “Nós fizemos um convênio com a prefeitura de Palmital para que a área seja estudada, pelo menos por enquanto, só pela gente, para evitar uma excessiva concentração de pessoas”, salienta.
Até pouco tempo, a visitação não tinha controle, e a caverna acabou perdendo algumas de suas características originais. As estalagmites – formações que pendem do teto, por meio da dissolução do mineral que recobre as paredes – praticamente não existem mais. “Não se pode dizer que foi vandalismo. Sem saber direito do que se tratava, as pessoas foram arrancando por considerarem as pontas curiosas”, lamenta Waichel.

Onde Basílio Burei ainda caminha pelos matos
A “Casa de Pedra”, como é chamada a gruta de Palmital, poderia ser uma desconhecida se não fosse a persistência de alguns “mateiros” que caminhavam pelo Vale do Rio Cantu. Os de uma família em especial. Quase todas as terras próximas pertencem ou já pertenceram a alguém com o sobrenome Burei. Já foram 11 irmãos morando nessas propriedades, mas apenas um deles, Basílio Burei, continua vivendo no vale. Foi ele, inclusive, quem encontrou a caverna, há 67 anos, durante uma caça. O difícil é encontrar o veterano que, aos 86 anos, ainda se embrenha sozinho pelo mato.
“Eu mesmo me bato para acompanhar o tio Basílio nessas caminhadas”, conta Miguel Burei Sobrinho, secretário de Meio Ambiente de Palmital. Sobrinho explica que, mesmo antes da descoberta científica, a visitação à caverna, que fica dentro da propriedade de Basílio, já sofria restrições. “Quando o pessoal começou a visitar aqui, deixava sacolas, garrafas, pacotes de batata frita. Ele proibiu na hora”, conta.
Aventura
Para chegar ao local, que é de difícil acesso, o carro da Gazeta do Povo foi deixado à beira da Rodovia PR-456. Dali, a reportagem seguiu num ônibus com tração nas quatro rodas.
Poucos quilômetros adiante, é possível ver paredões recobertos por uma vegetação verde-clara e rasteira.
“O solo aqui é muito raso, com cerca de dois metros de espessura. Embaixo é pura rocha”, explica o estudante de Geografia da Unicentro Geovani Calixto.
O ônibus trepida muito. A maior parte da estrada foi feita nos morros. Da janela, veem-se os topos de um lado e, do outro, abismos, a poucos passos do veículo.
Chegando à beira da caverna, é preciso atravessar uma cerca de arame farpado. Na “boca” da cavidade, sente-se um ar mais seco. O piso é todo revestido por uma grossa camada de pó escura e fofa. “Parece terra, mas é esterco de gado ressecado. Esse lugar já foi usado para abrigar cabritos e, principalmente, vacas”, explica Geovane.
Inventário
A Secretaria de Meio Ambiente de Palmital inventaria a Casa de Pedra desde 2009. A finalidade é aprimorar os mecanismos de conservação das belezas naturais na cidade. “Eu frequento esse lugar desde os 4 anos de idade. Não tinha esse negócio de férias na cidade. A gente vinha era para cá”, lembra Miguel.
O homem que hoje defende a conservação das áreas naturais já viu o desmatamento bem de perto. “Minha família lidava com madeireira. Hoje, faço exatamente o contrário”.

Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo / O estudante Geovane Calixto, que abriu discussão sobre a caverna a partir de fotos na internet Ampliar imagem

O estudante Geovane Calixto, que abriu discussão sobre a caverna a partir de fotos na internet

“Pode haver mais grutas aqui...”
A Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) tem cerca de dez mil cavernas cadastradas, em todas as regiões do país. As mais comuns são as de arenito e calcário, de estrutura mais frágil. Já as de basalto, rocha cuja coloração escura fica visível nas paredes da Casa de Pedra, em Palmital, é bem mais resistente.
O professor de Geotectônica da Universidade de Brasília (UnB), Mássimo Matteini, explica que os tubos de lava – característica da caverna de Palmital – são comuns em locais onde ocorrem vulcões basálticos, como nas ilhas do Havaí e nas Ilhas Galápagos – ambas no Oceano Pacífico – e nas Ilhas Canárias, no Atlântico.
O pesquisador acredita que, além da Casa de Pedra, outras cavernas semelhantes possam ser descobertas na Serra Geral. “Não há perigo nenhum de haver uma nova atividade de magma nessa região. Pelo menos nenhuma atividade associada ao mesmo processo vulcânico, dado que é muito antigo, com mais de 130 milhões de anos”, salienta.
O estudante Geovane Calixto, do UniCentro, tem a mesma suspeita: “Batendo com uma pedra no fundo dessa caverna a gente percebe um oco. Pode haver mais salões aqui embaixo”.



Via Gazeta do Povo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

26 de abril - Dia de Paralisação Estadual na Educação


Carta às mães, pais, responsáveis e à comunidade paranaense em geral

Todos vocês devem estar acompanhando a mobilização que nós, educadores – professores(as), pedagogos(as), diretores(as) e funcionários(as) da educação –, estamos realizando de forma intensa desde
o início deste ano na defesa de nossos direitos como profissionais e pela qualidade da educação oferecida
a nossas crianças e jovens.
Para que nossos projetos sejam realizados, é necessário que nossos governantes adotem políticas que
valorizem de fato a educação por meio de mais investimentos, melhoria da infraestrutura de nossas escolas

e, especialmente, pela valorização dos profissionais que atuam na educação.

No Estado do Paraná, estamos tentando fazer valer a Lei Federal nº 11.738/2008, que estabelece um
Piso Nacional Salarial para os professores e professoras e garante pelo menos um terço da jornada como
hora-atividade [período de que professores(as) necessitam para estudar, planejar e organizar seu trabalho pedagógico].
Embora estejamos continuamente negociando com o governo do Estado, não temos ainda uma proposta satisfatória para nossas reivindicações. Após o reajuste determinado pelo governo federal no início deste ano, nosso piso está bastante defasado em relação ao piso nacional. Também estamos sem solução para a hora-atividade, que precisa urgentemente passar dos atuais 20% para 33,3% da jornada.

Para mostrar que exigimos condições adequadas para uma educação de qualidade,

VAMOS PARALISAR


AS AULAS NO DIA 26 DE ABRIL!

Neste dia, não haverá aulas e realizaremos atos públicos em várias cidades do Paraná. Em Curitiba, juntamente com outras categorias do funcionalismo público estadual, iremos em
direção ao Palácio Iguaçu.

Nossas principais reivindicações são:


• Implantação de
um terço da jornada dos professores como hora-atividade.


• Aplicação do
novo valor do Piso Nacional do Magistério. O Paraná está abaixo do Piso Nacional.



Reajuste de 14,13% para funcionários(as) de escolas.


• A implantação de um novo

sistema de atendimento à nossa saúde. Há um quadro crescente de


adoecimento dos profissionais de educação.

• Melhoria das condições de

infraestrutura de nossas escolas.


Não se trata da luta apenas dos educadores, mas da busca de uma escola melhor para nossos estudantes.

Por tudo isto, contamos com o seu apoio na luta pela

ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE PARA


TODOS(AS) OS(AS) PARANAENSES!


Obrigado por sua atenção e apoio!

APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná

Prefeitos decidem pela paralisação do transporte escolar no Paraná


Flávio Arns (PSDB).
Os prefeitos paranaenses vão paralisar na semana que vem o serviço de transporte escolar na semana que vem. A decisão foi tomada há pouco na sede da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), em Curitiba, em protesto contra a falta de repasses de recursos pelo governo do estado.
Segundo o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald (PDT), além da paralisação de um dia, a AMP e os prefeitos deverão ingressar na Justiça para cobrar que o governo do estado cumpra a lei.
“O transporte escolar é uma responsabilidade do governo do estado, como determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)”, disse Mac Donald.
De acordo com o prefeito iguaçuense, “ao município compete a oferta do ensino infantil e fundamental. Se uma mãe ingressar na Justiça alega falta desse serviço o prefeito é responsabilizado e até pode perder o cargo”.
Ontem à noite, o prefeito de Foz disse que os municípios têm que transportar a clientela da rede pública estadual porque o governo do Paraná não constrói escolas próximas às residências dos alunos.
A reunião da AMP foi conduzida nesta manhã pelo presidente da entidade e prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha (PPS), o Gabão, que ainda vai definir a data da paralisação.
Os prefeitos paranaenses acusam o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns (PSDB), de não cumprir acordos anteriores e de enrolar os municípios. Eles pensam em entregar um troféu ao tucano como o pior secretário da história do Paraná. A conferir.
Fonte: Esmael

segunda-feira, 26 de março de 2012

Professores cogitam greve na rede estadual do Paraná


Manifestação "monstro" em Curitiba no último dia 15. Foto de Adilson Faxina.
A APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná) realiza uma assembleia de mobilização no próximo sábado, dia 31, que poderá deflagrar uma greve na rede estadual de ensino do estado.
Primeiramente, os professores e funcionários das escolas públicas paranaenses darão início à campanha salarial para 2012. Eles debaterão uma proposta que o governo deverá apresentar amanhã (terça, 27) acerca da implantação de um terço da hora-atividade e reajuste salarial previsto na Lei do Piso Nacional.
Além disso, a categoria espera uma resposta à reivindicação de um novo modelo de assistência à saúde do servidor e da reposição mais aumento real para funcionários de escola, conforme acordado na reunião do dia da paralisação (15).
Caso o governo não apresente uma proposta satisfatória amanhã, a categoria definirá a intensificação das mobilizações e a possibilidade de iniciar a construção de greve a partir da assembleia deste sábado.
Do Blog do Esmael

quinta-feira, 15 de março de 2012

PARALISAÇÃO DE PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS EM MARQUINHO - PR.


Neste dia 15 de março de 2012, 100% do Funcionalismo Estadual do Município de Marquinho aderiu a Paralisação Nacional posposta pela CNTE e APP Sindicato
As reivindicações dos funcionários de escola e professores da rede são: implantação de um terço da jornada dos professores como hora-atividade; aplicação do novo valor do Piso Nacional do Magistério (que teve um reajuste de 22,22%). O Paraná está 18,67% abaixo do PSPN; reajuste de 14,13% para funcionários de escolas; implantação de um novo sistema de atendimento à saúde, em substituição ao atual modelo do Estado, o SAS e, por fim, a destinação de no mínimo 10% do Produto Interno Bruto (PIB) - que é a soma de toda riqueza produzida no país - para o setor.



terça-feira, 13 de março de 2012

CNTE divulga tabela de salários do magistério nos Estados

Paraná está entre aqueles que não pagam o piso e não cumprem um terço de hora-atividade

De acordo com informações repassadas pelos sindicatos filiados à CNTE, 17 Estados - entre os quais o Paraná - não pagam o piso anunciado pelo MEC (R$ 1.451,00) e o mesmo número não cumprem a jornada extraclasse definida na Lei 11.738. Por isso, nos próximos dias 14, 15 e 16, os/as trabalhadores/as da educação básica pública promoverão mobilização nacional para denunciar os gestores que não cumprem a Lei do Piso, sobretudo de forma vinculada à carreira profissional e com a destinação de no mínimo um terço da jornada de trabalho do/a professor/a para atividades extraclasse.
Em relação à tabela abaixo, importante destacar:
1. O piso nacional do magistério corresponde à formação de nível médio do/a professor/a, e sua referência encontra-se localizada na coluna "Vencimento" da tabela.
2. Os valores estabelecidos para a formação de nível superior são determinados pelos respectivos planos de carreira (leis estaduais).
3. A equivalência do piso à Lei 11.738, nesta tabela, considera o valor anunciado pelo MEC para 2012 (R$ 1.451,00). Para a CNTE, neste ano, o piso é de R$ 1.937,26, pois a Confederação considera (i) a atualização monetária em 2009 (primeiro ano de vigência efetiva da norma federal), (ii) a aplicação prospectiva do percentual de reajuste do Fundeb ao Piso (relação ano a ano); e (iii) a incidência de 60% para pagamento dos salários dos educadores, decorrente das complementações da União feitas através das MPs nº 484/2010 e 485/2010.
4. Nos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais, as remunerações correspondem ao subsídio implantado na forma de uma segunda carreira para os profissionais da educação. Os valores integram vantagens pessoais dos servidores, e os sindicatos da educação cobram a aplicação correta do piso na carreira do magistério.
5. Na maioria dos Estados (e também dos municípios), a aplicação do piso tem registrado prejuízos às carreiras do magistério, ofendendo, assim, o dispositivo constitucional (art. 206, V) que preconiza a valorização dos profissionais da educação por meio de planos de carreira que atraiam e mantenham os trabalhadores nas escolas públicas, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação. (CNTE, 12/03/12)
Diretoria Executiva da CNTE

segunda-feira, 12 de março de 2012

APP repudia nota do governo estadual sobre Piso Salarial

O governo do Paraná, através de nota divulgada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), publicou na última sexta-feira (9) uma nota sobre o salário dos professores. A nota é muito clara na tentativa de indução ao erro sobre a lei 11738/2008, a Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). O Paraná ainda NÃO PAGA o valor do Piso com o reajuste de 22,22% anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), conforme a legislação nacional e as normas técnicas que determinam o reajuste. Além do mais, cria uma grande injustiça com o magistério no Estado ao afirmar que o governo paga 20% acima do Piso.

Para dizer o mínimo, a nota nos causou imensa indignação. Ao ler o texto, 'parece' que o atual governo tenta usar a velha tática de aplicação do valor nominal do Piso somente àqueles que não o recebem. Isto significa achatamento de tabela salarial, já que tanto a lei, como a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), são contundentes: o Piso é referente a uma jornada de até 40 horas semanais para a formação de magistério, RESPEITADAS AS CARREIRAS.
É sabido por todos que o Piso se refere a vencimento inicial de carreira. Isto em qualquer profissão. Assim, ele não é o pagamento a todos de forma igual, sem respeitar as promoções e progressões na carreira. Ainda mais se tratando do serviço público. Nossa carreira é iniciada respeitando a LDB que prevê a instrução do professor e da professora com a formação docente (Magistério). Ainda temos em nossa categoria professoras aposentadas e algumas na ativa somente com formação nesse nível de carreira. Mas, o mais grave em nossa opinião, é a tentativa de formação de opinião pública de forma indevida.

A lei do Piso atinge a todos os professores e todas as professoras: ativos e aposentados. A lei veio justamente para corrigir as injustiças históricas em nossa sociedade referente ao salário dos professores e professoras. É inadmissível que ainda no país o salário do magistério seja um dos mais baixos e, no Paraná, seja o salário mais baixo do Poder Executivo, mesmo com formação em nível superior.
E mais: a mesma Lei trata da formação continuada e da hora-atividade em 33%. Sobre estes dois aspectos não se ouve uma única palavra por parte do governo.
Hoje, o Paraná paga um valor de R$ 1.222,00 para uma jornada de 40 horas semanais para o início da carreira do magistério. Assim, para atingir o novo valor do MEC - que é de R$1.451,00 - o Estado precisa reajustar o início da tabela salarial em 18,67%.
Se o governo quer falar em reajuste a partir do nível superior, cumpra a isonomia salarial dentro do Poder Executivo. O magistério tem o menor salário do Poder Executivo com formação de nível superior. Isto, sim, é uma vergonha. Para comprovar o argumento, vejamos: a professora ou professor com nível superior ingressa na carreira recebendo R$ 1.748,06. Outro servidor, também com formação de nível superior, ingressa na carreira com um salário de R$ 2.685,56. Uma diferença, superior ao reajuste do Piso Nacional, de R$ 937,50. O reajuste de nível superior para nível superior deveria ser, portanto, de 53,63%.
Reiterando: não aceitamos uma distorção nociva à Lei do Piso, tampouco o achatamento salarial. E muito menos que o governo interprete a Lei do Piso ao seu bel prazer. Existe uma legislação clara que define o piso tendo como referência o nível médio. Existe decisão do Supremo considerando a Lei 11.738/2008 perfeitamente constitucional de conjunto, o que implica em dizer que os 33% de hora-atividade fazem parte das normas legais a serem cumpridas por Estados e municípios.
A Lei do Piso é Lei: que o governo faça valer!
Marlei Fernandes de Carvalho
Presidenta da APP-Sindicato

sexta-feira, 9 de março de 2012

Após alerta de risco de câncer, Coca pode mudar fórmula de corante

Pesquisa americana afirma que substância seria cancerígena.
Fabricante diz que químico é seguro, mas pode reduzir sua quantidade.
A fabricante de refrigerantes Coca-Cola informou que pode reduzir a quantidade de um químico encontrado no corante caramelo após ele ter sido considerado cancerígeno pela lei do estado americano da California e por um estudo feito por um grupo de defesa do consumidor nos Estados Unidos.
Segundo as agências de notícias Reuters e AFP, tanto Coca-Cola quanto Pepsi vão fazer a redução na Califórnia. Ao G1, a assessoria de imprensa da Coca-Cola no Brasil informou que a medida “pode” ser tomada no estado americano, mas afirmou que não se trata de uma alteração na fórmula.
"O corante caramelo utilizado em nossos produtos é absolutamente seguro. Coca-Cola não alterará sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não têm potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes sem, entretanto, ter alterado nossa fórmula secreta. Continuamos a nos orientar por evidências científicas sólidas para garantir que nossos produtos sejam seguros. O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade", disse a Coca-cola, em nota.
A AmBev, responsável pela Pepsi no Brasil, ainda não se pronunciou a respeito.
A controvérsia envolvendo o corante caramelo é antiga e atingiu seu pico nas últimas semanas. Em janeiro, o químico 4-metil imidazol (4-MI) entrou na lista de substâncias consideradas de risco na Califórnia.
Nesta semana, um estudo conduzido por um grupo de defesa ao consumidor ( o Centro de Ciência de Interesse Público -- CSPI, na sigla em inglês) afirmou que o 4-MI causaria câncer em animais.
Na pesquisa recente do CSPI, latinhas vendidas em Washington tinham entre 103 e 153 microgramas da substância. A legislação da Califórnia prevê que o limite considerado seguro para o consumo em uma latinha é de 29 microgramas (milionésimos de grama) de 4-MI.
Pelas normas brasileiras, estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso da substância na produção de corantes é permitido, “desde que o teor de 4-metil imidazol não exceda no mesmo a 200mg/kg (duzentos miligramas por quilo)”.
Segundo o toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (Ceatox), a substância se mostrou tóxica para ratos e camundongos na concentração de 360 mg/kg, que é pouco menos que o dobro do limite legal no Brasil.
A vigilância sanitária dos Estados Unidos (a FDA – Administração de Comida e Drogas, na sigla em inglês), afirmou não acreditar que os refrigerantes causassem um risco real de câncer, mas que iria investigar a acusação do grupo. “Um consumidor teria que consumir bem mais de mil latas de refrigerante por dia para alcançar as doses administradas [dadas aos animais] nos estudos que mostraram relação com o câncer em roedores”, afirmou Doug Karas, porta-voz do FDA.
Na quinta-feira, ao G1, A Coca-Cola informou em nota que os ingredientes e as quantidades utilizados nos seus produtos “seguem rigorosamente os limites estabelecidos pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”.
Já a AmBev informou que a PepsiCo faz parte da Associação Americana de Bebidas, que se posicionou oficialmente:
“Isso não é nada mais que uma tática de pavor do CSPI e suas afirmações são ultrajantes. A ciência simplesmente não mostra que o 4-MI em alimentos ou bebidas seja uma ameaça à saúde humana. Na verdade, dados de agências reguladoras em todo o mundo, incluindo o FDA, a Autoridade Europeia de Saúde Alimentar e a Saúde Canadá consideram o corante caramelo seguro para uso em alimentos e bebidas. O CSPI alega fraudulentamente que está operando em interesse da saúde pública, quando está claro que sua única motivação é assustar o povo americano”, acusou a associação.

Fonte G1.

Nove estados ignoram o piso dos professores

O Ministério da Educação (MEC) anunciou na semana passada o valor do piso nacional do magistério para 2012: R$ 1.451. Mas em apenas 18 unidades da federação os professores da rede estadual receberão na folha de pagamento de março valor igual ou superior ao definido pela lei. Levantamento feito pela Agência Brasil, com informações repassadas pelas secretarias estaduais de Educação, mostra que 12 estados já praticavam valores superiores ao estipulado para este ano e seis reajustaram a remuneração do seu quadro logo depois que o MEC anunciou o aumento.
A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determina um valor mínimo que deve ser pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. Governos estaduais e prefeituras alegam dificuldade para pagar o novo piso e nove ainda não garantem a remuneração mínima.
No Ceará, o estado pagava o valor do piso até 2011 mas, com o reajuste, aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa para aumentar a remuneração dos profissionais. Em Alagoas, o piso também era cumprido até o ano passado e segundo nota divulgada pela Secretaria de Educação, “o desejo do governo é continuar pagando”, mas antes será feito “um estudo do impacto financeiro da implantação”. A mesma situação se repete em Santa Catarina.
O Piauí também pagava o piso até 2011 e, segundo a secretaria, deverá começar a cumprir o novo valor a partir de maio. O governo do Amapá informou que está em negociação com o sindicato da categoria para definir como se dará o reajuste para atingir o piso.
O Rio Grande do Sul, a Bahia e o Tocantins não têm previsão de quando irão cumprir os R$ 1.451 determinados para 2012. Já a Secretaria de Educação do Paraná informou que está fazendo um levantamento sobre o salário dos profissionais de nível médio no estado. Segundo a secretaria, a maioria dos 83 mil professores do quadro tem nível superior e já recebem mais do que o piso. Porém, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), os professores com nível médio e jornada de 40 horas ainda têm vencimento inicial de R$ 1.233, portanto, abaixo do valor definido para 2012.
“O fato de nove estados ainda não pagarem o piso mostra que os gestores públicos não entenderam a importância dessa lei para termos uma educação de qualidade no país. É a prova de que as leis no Brasil costumam ser esquecidas. Quatro anos depois da lei aprovada, o gestor dizer que agora vai fazer um estudo orçamentário para ver como pagar é um desrespeito aos trabalhadores e ao Estado brasileiro”, criticou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade planeja uma paralisação da categoria na próxima semana para cobrar o cumprimento da lei. A situação mais crítica é a dos professores da rede estadual gaúcha, que recebem piso de R$ 791 – o menor do país.
A Lei do Piso prevê complementação da União caso o município ou estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Para isso, precisa atender a critérios como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição. De acordo com o MEC, nenhum estado entrou com pedido de complementação após o reajuste do piso.
Protesto
Docentes programam paralisação nacional de três dias
Na próxima semana, professores de todo o país planejam uma paralisação de três dias para cobrar de governos estaduais e prefeituras o pagamento do piso nacional do magistério. A categoria irá cruzar os braços entre os dias 13 e 16 de março (de quarta a sexta-feira).
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, o fato de alguns estados ainda não cumprirem a lei reforça a necessidade de um “movimento forte” por parte da categoria para reivindicar melhorias na remuneração. “Eles [gestores públicos] entendem que a lei precisa ser cumprida a partir do enfrentamento, da mobilização. Chega de brincar que estão valorizando o professor”, reclama.
Nos estados e municípios em que a Lei do Piso já é cumprida, o presidente da CNTE avalia que a mobilização deverá ser menos intensa, com foco nas reivindicações locais, inclusive a construção de planos de carreira. “Nosso intuito não é a paralisação pela paralisação, mas onde houver necessidade”, explicou. As atividades são organizadas pelos sindicatos locais e incluirão manifestações nas sedes dos governos, passeatas e outros atos públicos.
Discussão
Entenda por que o piso nacional causa tanta polêmica:
Marco legal
A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e prevê uma remuneração mínima nacional ao professor com formação de ensino médio e carga de trabalho de 40 horas semanais. Desde então, nenhum docente pode receber menos do que o valor determinado.
Contestação
Na prática, porém, a lei sofre contestações desde a sua aprovação. Estados alegam não ter recursos para pagar o valor estipulado pelo piso. Alguns governadores, entre eles o do Paraná, entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a lei foi considerada legal pela corte no ano passado.
Critério de reajuste
Conforme determina a lei, o reajuste do piso é anual e calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. No ano seguinte passou a R$ 1.024 e no ano passado foi a R$ 1.187. Em 2012, o Ministério da Educação (MEC) definiu um aumento de 22,22%, elevando o salário para R$ 1.451.
Inflação
Alguns governos estaduais e municipais criticam o critério de reajuste e defendem que o valor deveria ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras. Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto de lei que pretende alterar o parâmetro de correção do piso para a variação da inflação. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação.
Sem argumento
Apesar de os entes federados argumentarem que não têm recursos para pagar o valor estipulado, a Lei do Piso prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.
Fonte: Gazeta do Povo.

domingo, 4 de março de 2012

Motoristas poderão fazer registros de acidentes pela internet.

Começou a funcionar o registro do Boletim de Acidentes de Transito Unificado – BATEU, onde os motoristas que se envolverem em acidentes poderão fazer o registro através da internet, junto ao Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.
O link para a página na internet estará também nos sites da
secretaria de segurança pública, da Polícia Militar e do DETRAN. O
endereço eletrônico é WWW. bateu.pr.gov.br . O sistema foi
desenvolvido pela CELEPAR, e vai interligar as informações também como o DETRAN.

Na próxima etapa desta informatização, serão investidos mais de 4 milhões de em computadores para equipar também as viaturas. O lançamento do boletim eletrônico foi feito no dia em que a PM comemora os 60 anos de existência do BPTran.. Inf. Joyce.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vivo inicia operação de telefonia fixa no Paraná

As duas novidades – o Vivo Fixo, serviço de voz, e o Vivo Box, fixo, internet e roteador wi-fi -- funcionam por meio da rede 3G da operadora
A Vivo lançou nesta terça (28) seu serviço de telefonia fixa e internet em 21 cidades do Paraná. As duas novidades – o Vivo Fixo, serviço de voz, e o Vivo Box, fixo, internet e roteador wi-fi -- funcionam por meio da rede 3G da operadora. A velocidade máxima de navegação é de 3 Mbps (megabits por segundo).
Os planos de telefonia fixa começam a R$ 9,90 para quem já é cliente pós-pago e a R$ 19,90 para novos consumidores, com direito a 60 minutos de ligações locais para qualquer fixo. O pacote mais avançado sai por R$ 89 e tem 1.000 minutos de conversação, além de 100 mensagens SMS para qualquer telefone fixo ou móvel da Vivo.
O Vivo Box começa em R$ 44,80 com 500MB de internet por mês e 60 minutos de ligação. O plano mais avançado, que custa R$ 119,90, permite usar 10 GB de dados e 1.000 minutos de conversação.
Como o telefone fixo é diferente dos convencionais, porque precisa de um chip para funcionar, os aparelhos serão comercializados diretamente pela operadora. Custam entre R$ 29 e R$ 109, dependendo do plano escolhido. O valor do aparelho do Vivo Box também varia de acordo com o plano selecionado, custando entre R$ 19,90 e R$ 99,90.
De acordo com Clenir Wengenowicz, diretora da Regional Sul da Vivo, a operadora está mirando o público que ainda não possui telefonia fixa na residência. Como todo o funcionamento ocorre pela rede 3G, a empresa poderá levar os serviços a locais desprovidos da telefonia a cabo. Hoje, a Vivo oferece rede 3G em 153 municípios do estado, a maior cobertura entre as operadoras, mas a empresa não anunciou calendário para a expansão do serviço para outras cidades.
Por enquanto, o serviço de telefonia fixa estará disponível em Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Contenda, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Lapa, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul.
Via Gazeta do Povo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Com Informações do OLHO ABERTO PARANÁ!

BR 158: Dnit começa os trabalhos na rodovia entre Laranjeiras do Sul e Palmital

Na manhã desta segunda-feira (6) com a informação que as obras de recuperação da BR 158 estavam iniciando-se fomos a "campo", na BR 158 nas proximidades do trevo de Marquinho encontramos funcionários do DNIT fazendo a medição da pista, eles nos informaram que as obras de recuperação da pista começam ainda esta semana pela empresa Dalba e com supervisão do DNIT, e que as equipes de trabalho bem como caminhões e maquinários devem chegar amanhã na região. Os trabalhos de recuperação da BR 158 começarão do trevo de Laranjeiras do Sul e vão até o trevo de Laranjal.

Mobilização política

A recuperação da BR 158 não estava no cronograma do Dnit para este ano, mas devido a uma mobilização dos prefeitos Berto Silva de Laranjeiras do Sul e José Suchow de Marquinho em Brasília diretamente aos deputados federais de suas bases e um pedido feito direto a Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, pedido este feito José Suchow onde ela interviu junto ao DNIT para que esta obra saísse em caráter emergencial, a mobilização política dos prefeitos deu resultado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ligações entre celulares e fixos ficarão mais baratas

As ligações entre celulares e telefones fixos ficarão cerca de 10% mais baratas a partir de fevereiro. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou terça-feira (24) à noite o ato que aplica o novo regulamento para as tarifas cobradas nessas chamadas, aprovado em novembro do ano passado.
Com uma tabela progressiva para a redução das tarifas nas ligações fixo-móvel, o regulamento prevê uma redução líquida de até 45% no custo das chamadas para os usuários até 2014.

Via Gazeta do Povo.